[incompleto]

_Eu não gosto disso – reclamou Izziel enquanto sua esposa, Kaylin, tentava endireitar o colete de fios de ouro que ele usava por debaixo do peito de aço polido.

_Você realmente vai usar isso? – Retrucou a mulher batendo suas mãos pequenas no peito largo do marido – hoje você é Rei, você não precisa usar isso – e ela bateu mais uma vez no peito metálico.

Izziel olhou para ela com o orgulho visivelmente ferido e se aprumou. Nesse momento ele pareceu crescer. Seu cabelo e barba dourados brilhavam em contraste com a armadura prateada e lisa. Seus profundos olhos verdes olharam para a forma encolhida de sua esposa e sua voz grossa trovejou pelo quarto.

_Hoje eu sou Rei, mas nunca deixarei de ser quem eu sou.

Izziel sabia, mas tinha medo de admitir, que ele não era o legitimo rei de Duhran. Ele passou grande parte de sua infância vivendo como escudeiro de cavaleiros e guerreiros. Muitos anos vendo inúmeras batalhas,  ele, um dia, se viu segurando atônito uma espada com a lamina ensopada em sangue enquanto o cavaleiro o qual ele servia como escudeiro jazia com a garganta aberta enquanto se afogava no próprio sangue. Nesse dia ele se tornou um guerreiro de verdade. Muitos anos se passaram até ele se tornar general do antigo rei Duhran. Duhran era um velho amargurado com a vida por não ter tido nenhum filho durante sua vida. Nos últimos anos de vida, o falecido rei veio até Izziel e o adotou como seu filho e herdeiro ao trono, algo até então nunca visto. As hordas de guerreiros urraram e comemoraram e beberam com ele, mas muitas regiões afastadas ainda querem a cabeça dele fincada numa ponta de lança e muitos ainda o chamam de “o rei assassino” e o “rei manipulador” e esses sussurros ainda pesam sobre sua cabeça, junto com a coroa de ouro que ele carrega.

Kaylin olhou para cima admirando a forma gigantesca do seu marido e sorriu. Era um sorriso feliz e apaixonado. Mesmo depois de muitos anos de casados, ela ainda amava cada fibra da essência de seu marido. Enquanto Izziel era um gigante musculoso de prata e ouro, Kaylin era muito baixa e rechonchuda. Os dois tinham cabelos dourados e olhos verdes, porém Izziel já mostrasse alguns fios esbranquiçados espalhados pelo seu rosto.

Izziel sustentou o olhar da esposa por um tempo até que cedeu ao charme da mulher e abraçou pressionando a cabeça dela no seu peito.

_Tá gelado – Kaylin reclamou empurrando o peito metálico para longe com delicadeza com um sorriso no rosto. Izziel riu alto e com as mãos largas a segurou pela cintura e a levantou alto até que ela teve que olhar para baixo para trocar olhares com ele. Ela passou as mãos ao redor do pescoço do marido e o beijou apaixonadamente enquanto ele a segurava no alto.

Nesse momento eles ouviram batidas pesadas na porta e uma voz disse alta do outro lado da pesada porta.

_ Pai?

Izziel colocou sua rainha no chão suavemente e ainda rindo respondeu alto pra que seu filho entrasse.

O garoto empurrou a pesada porta de madeira e olhou para os pais de mãos dadas e rindo enquanto ele parava para se curvar para o pai.

_ A senhora está linda mãe – disse o garoto se aproximando da mãe e a dando um beijo suave no rosto. Kaylin vestiu um vestido verde escuro com bordados em linhas de prata que se olhando de certos ângulos, mostrava um leão em varias posições atacando uma presa invisível. O vestido parecia um pouco folgado no seu corpo, mas Irrien sabia que era para disfarçar o volume da sexta gravidez de sua mãe, mas o vestido também acentuava os seios grandes dela. O garoto olhou para o lado sem graça quando reparou nisso.

_ Muito obrigada meu filho. Seu pai disse que não gostou, você pode acreditar? – Irrien riu e respondeu olhando para o monstruoso pai

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Com erros ortográficos

Estava aqui pensando com os meus botões: minha escrita é estranha.

As vezes eu releio meus posts antigos e tenho uma vergonha alheia pelas besteiras que eu coloquei lá. Principalmente os da época do CR. Aqueles eram definitivamente horríveis, mas cumpriam seus objetivos.

Nessas horas eu paro e penso sobre todos os assuntos abordados e as opiniões expressadas ao longo dos anos e vejo o quão contraditória uma pessoa pode ser. Lembro de um post em específico que fiz sobre meu… desprezo ao touchscreen. Bom, esse post está sendo redigido através do meu Xperia enquanto eu faço questão de contradizer tudo o que eu dizia antes…

Na verdade, o seu presente é mestre em contradizer o seu passado. Lembro de quando eu disse “tá maluco? Ela é muito overhappy pra eu sentir qualquer coisa por ela”… If I knew back then…

Coisas estranhas aconteceram desde o tempo longínquo no qual eu me preocupava em jogar MTG, postava no CR e conversava com a Sue…

Muitas amizades se foram, algumas mudaram e outras permaneceram. Tem um pessoal novo que acabei conhecendo, e nem esperava conhecer. Cometi alguns erros, alguns dos quais eu me arrependo e outros que não me importo. Tantas coisas que deveria ter feito e tantas que não deveria.

No final, somos o resultado de nossas próprias equações.

Hoje eu acho que sou um resultado diferente do que era à algumas semanas atrás. E eu não gosto do que me promete vir pela frente, mas agora só me resta esperar mais uma soma de eventos e ver como fica o meu saldo.

E onde eu queria chegar com tudo isso? Lugar nenhum na verdade. Apenas o costume de “rabiscar” algo quando sinto a necessidade

At the end of the day

Duas mãos juntas
A cabeça apoiada num ombro amigo
A tela brilhando o final feliz
No final da noite

Passos suaves na areia
O som calmo do mar
Um riso divertido à luz da lua
No final da noite

Um longo suspiro e um beijo
Lençois manchados com o pecado da noite anterior
O inicio de uma nova vida
No final da noite

Um copo vazio e paginas rasgadas
Frustração das palavras que não lhe veem a boca
Olhos vermelhos marcam o rosto inexpressivo
No final da noite