Conto #2: Crônica do matador de dragões

Hei, hi.

Da ultima vez eu postei um pouco do que eu escrevo ultimamente. Aquele seria o começo da história e mitologia que eu desenvolvo já fazem alguns anos. Esse trecho oque vou postar agora, no entanto, é apenas uma divagação aleatória de um momento de inspiração. Não se atentem aos nomes do personagens desenvolvidos, e a descrição está fraca porque eu estava focando mais no desenrolar dos fatos e pode parecer um pouco confuso a maneira como eu os apresentei.

Sem mais delongas, here it go!

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O vento soprava forte. Era fim de tarde e Dorian estava parado esperando o comboio de sempre passar. Como um senhor, ele devia colher seus impostos antes que seus empregados tivessem tempo de esconder uma parte. Se considerava um homem justo. Mas pela infelicidade de seus credores, não era piedoso com ladrões.

Ele se encontrava numa planicie aberta. A grama de um verde desbotado crescia a altura dos joelhos por centenas de quilometros em todas as direções. Ele estava agora em pé proximo a um monticulo de pedras que o protegia da poeira levantada pelo vento.

Para alguem em sua posição, estar preparado para emboscadas era sinal de sobrevivencia, porem nesse dia ele estava relaxado. Talvez fosse o vento forte que confundiu seu olfato, talvez a monotonia o tenha deixado sonolento. Ninguem nunca vai saber. Histórias contam que tudo se deu devido a pericia do atacante, mas todo caçador sabe que não se pode enganar o olfato de um dragão.

Tudo aconteceu muito rapido, em um momento tudo estava calmo ao som do vento balançando suas roupas pretas, no outro havia um homem baixo de cabelos muito compridos segurando uma espada que devia ser maior do que ele mesmo e quase tão larga quanto seu corpo magro. A lamina afiada refletiu a luz do crepusculo enquanto descia em sua trajetoria a testa do inimigo. Foi um movimento muito rapido, mas Dorian ja havia passado por inumeras emboscadas e sabia que uma espada, por maior que fosse, não cortaria sua carne, Ele levantou a mão pronto para aparar o golpe com a palma nua. A expressão no rosto do transmorfo foi indescritivel quando esse viu a lamina dividir sua mão esquerda em no meio e seguir caminho pelo seu ante-braço correndo fria e lisa pelos musculos e estilhaçando o cotovelo. como que em um susto, ele pulou para tras já com o braço inutilizado. Sua virilha escapou por muito pouco da ponta da lamina gigantesca.

Com um baque forte a espada cravou no chão de terra. Com um forte puxão ele soltou a lamina do chão, que arremessou pedaços de terra para os lados e girou a arma novamente mirando o percoço de seu oponente, Dorian regrediu rapidamente evitando o golpe que se seguiu de outro e mais outro. O assassino tinha feições humanas, era muito magro e aparentava ter pouco mais de 60 anos, embora andasse ereto e com pose jovial. Tinha cabelos castanhos que chegavam até a linha da cintura preso por um rabo de cabelo nas costas, mas que rareavam no topo da cabeça, o que daria um ar engraçado se não fosse o tamanho de sua espada. Suas roupas eram comuns de qualquer viajente da redondeza, calça e camisa simples e uma bota de couro, muito comum entre viajantes. Poucos já souberam seu nome, mas muitos o chamam de Senhor. O Senhor das montanhas de prata. O Senhor dominava a espada enorme com a facilidade que qualquer homem dominaria um graveto. Era como se o peso não existisse para ele.

Num momento subito de descontrole Dorian correu para longe do oponente. Mesmo ferido, Dorian era mais rapido que seu atacante, e ele precisava retroceder, precisava se preprar para o ataque. Pego de surpresa dessa maneira ele poderia ser morto, mas nada é mais mortal do que um dragão preparado para o combate. Em um salto, suas roupas começaram a rasgar junto com a pele, as dimensões de seu corpo se expandiram. A transformação para a forma animal era muito rapida, mas consumia muita energia de seu usuario. Em menos de cinco segundos após o pulo um enorme lagarto alado de escamas grossas e alaranjadas com quase oito metros de altura voava aos ceus ganhando terreno contra seu atacante. Uma vez no céu, um dragão pode dobrar o vento a seu favor e voar em razantes poderosos e abocanhar inimigos no solo e voltar aos ares em segundos. confiante se sua vantagem, Dorian deu a volta no ar e apontou o corpo para contra seu oponente. Ele quase não teve tempo de perceber o que ocorrera, apenas sentiu uma forte pressão no peito e notou a enorme espada de seu agressor fincada em seu peito com a ponta raspando contra uma de saus asas.

Senhor percebendo o inicio da transformação, se preparou para o momento certo a atacar. Não era a primeira vez que atacava um dragão e sabia das taticas aereas que eles utilizavam. Sabia tambem que com a velocidade do rasante até o solo o animal teria milesimos de segundo para se desviar de um golpe. Mas qual foi sua surpresa ao perceber seu oponente lhe virar as costas para adquirir altura. Ele descobriu que se tratava de um ser arrogante e confiante demais em suas habilidades. O que seria o seu erro mortal. Sem tempo para pensar, ele segurou sua espada pelo punho e a arremessou como uma lança. Senhor acompanhou o percurso da lamina perfurando os ceus e a viu acertar o alvo em cheio. Instantaneamente o inimigo começou a queda numa confusão de asas, cauda, garras e jatos de fogo. Com um ultimo rugido claro de odio, o dragão acertou o chão com um baque alto que tremeu toda a região. Agora só lhe faltava recolher os espolios.

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